sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A Heresia entre os Santos.



Por A.W.Tozer 

A heresia consiste não tanto em rejeitar, mas em selecionar. O herético simplesmente seleciona as partes das Escrituras que pretende enfatizar e deixa de lado o resto. A etimologia da palavra heresia mostra isso, e também a prática do herético prova o fato.

Certo escritor do século XIV alertou os seus leitores no prefácio de um livro:

“Cuidado para não adotar alguma coisa de que você gosta, deixando outra de lado, pois é isso que o herético faz. Mas considere tanto uma coisa como a outra.” 

O velho escriba sabia muito bem como somos propensos a adotar as partes da verdade que nos agradam e a desconsiderar as outras partes. E isso é heresia.

Quase todo tipo de seita que conhecemos pratica essa arte de selecionar e desconsiderar. As seitas que afirmam não existir inferno, por exemplo, normalmente enfatizam tudo na Bíblia que parece apoiar a posição delas e subestimam ou explicam a seu modo todas as passagens que tratam do castigo eterno.

Mas faremos bem se dermos uma boa olhada naquilo que nós mesmos fazemos. A tendência para a heresia não está restrita às seitas. Por natureza, todos nós somos heréticos. Nós que nos consideramos doutrinariamente ortodoxos talvez na prática sejamos heréticos de alguma forma. Podemos inconscientemente escolher e dar especial atenção aos textos bíblicos que nos confortam e encorajam e passar por cima dos textos que nos repreendem e alertam. É tão fácil cair nessa armadilha que talvez estejamos nela mesmo sem saber.

Considere por exemplo, uma Bíblia sublinhada. Pode ser uma experiência esclarecedora espiar uma delas às vezes e ver como o dono grifou quase apenas as passagens que o consolam ou que apoiam os seus pontos de vista doutrinários.

Em geral, gostamos dos versículos que nos tranquilizam e nos esquivamos daqueles que nos perturbam.
Sem dúvida, Deus nos acompanha até onde pode nessa forma deficiente e unilateral de tratar as Sagradas Escrituras, mas ele não pode agradar-se dessa nossa maneira de agir. Nosso Pai Celestial se agrada de ver-nos desenvolver e crescer espiritualmente. Ele não deseja que vivamos com uma dieta unicamente de coisas doces.

Ele nos dá Isaías 41 para nosso encorajamento, mas também nos dá Mateus 23 e o livro de Judas, e espera que leiamos isso tudo. O capítulo oito de Romanos é uma das passagens mais encorajadoras de toda a Bíblia, e a sua aceitação por parte de todos é bem merecida; mas nós precisamos também da Segunda Epístola de Pedro, e não deveríamos deixar de lê-la. Quando lemos as epístolas de Paulo, não devemos parar nas seções doutrinárias, mas precisamos avençar, lendo as saudáveis exortações que vêm depois e meditando nelas. Não devemos parar em Romanos 11; o resto da epístola também é importante e, se queremos tratar nossa alma corretamente, temos de dar-lhe a mesma atenção que demos aos primeiros dez capítulos.

Em suma, a saúde da nossa alma requer que consideremos a Bíblia toda como ela é e permitamos que ela faça a sua obra em nós.

Não podemos ser seletivos com algo tão importante como a Palavra de Deus e nosso próprio futuro eterno.
Fonte: http://desafioscristao.blogspot.com.br/2014/12/a-heresia-entre-os-santos.html

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Contradição dos teólogos da CPAD quanto aos 10 mandamentos.


A casa publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) em sua edição de número 57, ano 35, do manual do obreiro resolveu abordar o tema dos Dez Mandamentos. Ela trouxe dez artigos que refletem os princípios norteadores dos mesmos, aplicando-os ao nosso dia-a-dia e contexto atual.
Os artigos foram elaborado por dez teólogos ligados à CPAD. Eles ficaram estruturados da seguinte forma:
1.      “Não terás outros Deuses diante de mim”. César Moisés.
2.      “Não farás para ti imagem de escultura”. Ciro Zibordi.
3.      “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão”. Carlos Eduardo Neres Lourenço.
4.      “Não matarás”. Germano Soares.
5.      “Honra a teu pai e a tua mãe”. Jamiel Lopes.
6.      “Não furtarás”. Abiezer Apolinário.
7.      “Não adulterarás”. Anísio Nascimento.
8.      “ O dia de descanso e adoração”. Brian Schwertley.
9.      “Não cobiçarás”. Thomas Watson.
10.  “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. Israel Boniek.
Num resumo geral, todos os artigos defendem a vigência dos dez mandamentos de Deus entregues a Moisés no Monte Sinai (Ex 20.1-17), com apenas uma mudança, a do dia de descanso, o quarto mandamento. É justamente esse o grande ponto de contradição dos teólogos. Ao tentarem defender a vigência dos dez mandamentos para a Igreja, eles acabam por se contradizer por completo, quando revogam um dos dez. A contradição ocorre principalmente porque para se defender a vigência dos dez mandamentos, a Lei tem que ser confirmada, como está escrito em Rm 3.21 – “Anulamos a Lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes confirmamos a Lei”. Mas para revogar um dos dez mandamentos, a lei tem quer ser revogada. Como isso não é possível, visto que Jesus disse que não veio revogar a Lei (Mt 5.17-20), a saída seria substituir o quarto mandamento e pôr outro em seu lugar. O problema é que em nenhuma parte das Escrituras Sagradas nós encontramos essa substituição, feita por Jesus ou seus apóstolos. Acompanhe atentamente e, perceba as claras contradições teológicas desses grandes homens de Deus, ao buscarem defender a Verdade.
No primeiro artigo, “Não terás outros deuses”, Pg 15, o Pr César Moisés, chefe do departamento de Educação Cristã da CPAD, afirma: 
O cristianismo primitivo continuou sendo influenciado significativamente por sua origem judaica, os seguidores do Caminho (At 9.1,2; 19.9), perseveraram na doutrina dos apóstolos (At 2.42) que, certamente, baseava-se na Torá (cf. At 24.14), e nos ensinamentos transmitidos oralmente pelos discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo (At 20.35)”. E logo mais à frente completa: “Outra dimensão desse assunto que não pode deixar de ser percebida, é que Jesus não aboliu a lei, antes veio completá-la, torná-la perfeita, realizá-la, preenchê-la e fazer com que ela alcançasse o fim para o qual foi designada (Mt 15.17-20)”. 
O Pr Cesar Moisés destaca ainda, na Pg 21, que costuma-se dizer que Jesus “tornou a Lei mais difícil, assim o novo direito divino se reduziria em uma radicalização da Torá. Tal concepção é simplista pela simples razão de que o cristianismo não modificou a concepção de Deus do povo de Israel”. (grifo meu). E, completa a sua magnifica defesa dos dez mandamentos, Pg 22, citando Joachim Jeremias, o qual explica que a aparente incompatibilidade da Lei em relação ao Evangelho acaba quando os cristão compreendem a diferença entre a Torá escrita e a Torá oral. A Torá oral, chamada de halakhah é obra dos escribas, que seguiram a tendência de atribuir-lhes a mesma autoridade que a Torá escrita. Jesus rejeitou radicalmente a halakhah por ser obra humana (Mc 7.6-7) e está em contradição com os mandamentos de Deus (Mc 7.8) e confirmou a Torá escrita em Mt 5.17.
Já no segundo artigo, “Não farás para ti imagem de escultura”. Ciro Zibordi começa destacando justamente o oposto do primeiro. Assim se expressa o Pr Ciro em relação ao Decálogo: 
Segundo o Novo Testamento, a lei revelada por Deus a Moisés perdurou até a vinda de Jesus ao mundo (Lc 16.16; e 2Co 3.7-8). Embora os destinatários originais do Decálogo - um resumo da lei mosaica - sejam os israelitas (Ex 20. 1-2 e Dt 5.1-6), nove dos dez mandamentos foram repetidos para a Igreja, à exceção da guarda do sábado, transmitida exclusivamente a Israel e aos estrangeiros que posteriormente habitaram com ele na mesma terra (Ex 31.13 e Dt 5.13.15)”.
Perceberam que o Pr César defende a vigência completa dos dez mandamentos para a Igreja ENQUANTO QUE O PR CIRO DESTACA A VIGÊNCIA APENAS DE NOVE. Acho que esses teólogos elaboraram seus artigos sem estarem completamente inteirados do que os seus colegas estavam escrevendo, pois o Pr Brian Schwertley, ao contrário de Ciro defende a vigência do quarto mandamento, assim não são nove e sim dez. Primeiro ele afirma a mudança do sábado paro o domingo, Pg 65 e 66 e posteriormente a perpetuidade do Sabbath o dia de descanso e adoração, que é o quarto dos dez mandamentos, o qual o Pr Ciro descartou. 
O artigo do Pr Brian Schwertley se resume em três pontos principais, são eles:
1.      Razões teológicas para a observância do primeiro dia da semana;
2.      O dia de descanso na nova aliança;
3.      Perpetuidade do Sabbath
O Pr Brian, destaca que principal a razão para a os cristãos observarem o domingo em vez do sábado é que a obra redentora de Cristo é apresentada nas Escrituras como a nova criação, a criação de um novo mundo ou recriação (Rm 8.18-23; Is 65.17; Is 51.16). Ele firma que a mudança do Sabbath semanal a partir do sétimo dia para o primeiro dia foi antecipado em todo o Antigo Testamento.  Para defender tal mudança ele usa como base:
·         A circuncisão que ocorria no oitavo dia (ou primeiro dia da segunda semana de vida do bebê recém-nascido), a qual representava, nascimento, regeneração e recriação.
·         A ressureição de Cristo no primeiro dia da semana (1 Co 15.20; Mc 16.9), que registrou o início ou começo da nova criação.
·         O oitavo dia foi o dia da limpeza da contaminação (Lv 14.10; 15.14,29)
Com esses pontos citados acima, o Pr Brian quer dizer que na criação Deus instituiu para o homem o sábado do Éden e, na recriação feita por Cristo o sábado cristão ou primeiro dia da semana ou dia do Senhor ou simplesmente o domingo, como dia de descanso obrigatório para o cristão do Novo Testamento.

Agora veja a defesa do Pr Brian Schwertley, para a perpetuidade do Sabbath, acho que nem um adventista do sétimo dia faria defesa tão esplêndida e fundamentada como a que ele faz. Ele começa defendendo a perpetuidade do sábado, se valendo do texto bíblico de Hb 4. 9-10: 
Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus suas”.
 Explica que há três interpretações para essa passagem e destaca qual delas tem um apoio mais forte das escrituras. Acompanhe.
A primeira interpretação é que o descanso referido em Hb 4.9-10 é um tipo de descanso espiritual em Cristo. Quando uma pessoa crê em Cristo, ele deixa suas más obras, e toda a sua vida como um cristão é um descanso sabático longo. Assim o Sabbath semanal de Gn 2.2, era apenas um tipo de descanso do cristão em Cristo e já não vinculativa para a Igreja. Sobre essa interpretação Brian diz: “Não é correta”. Pois um exame do contexto (Hb 3.7; 4.11; 9.11) prova que o descanso sabático falado nos capítulos 3 e 4 é o descanso eterno no novo céu e nova terra consumados. Por tanto, não pode ser usada como prova contra o descanso semanal, porque aponta para o grande Sabbath escatológico, quando os crentes entram no seu descanso perfeito com Deus.
A segunda interpretação é que Hb 4.9, é na verdade uma declaração clara e explicita sobre o descanso semanal e não sobre o Sabbath futuro e eterno. O autor de Hebreus discute o descanso eterno futuro nos capítulos 3 e 4, mas em 4.9, ele estaria defendendo um Sabbath de descanso semanal. Um forte apoio para essa interpretação diz Brian, é o fato de que a palavra usada para descrever o descanso de Deus ao longo dos sois capítulos é uma palavra diferente da utilizada no versículo 9. Em Hb 3.11,18 e 4.1,3,5,10 e 11 a palavra grega usada para descanso é “katapauses” ver (G2663 Strong Português).



Mas em Hebreus 4.9, “Sabbatismos” é usada. (G4520 (Strong Português).



Embora seja verdade que ambas as palavras possam ser traduzidas como “descanso”, por que usar uma palavra diferente apenas uma vez, uma palavra geralmente traduzida como “Sabbath”? Para explicar esse fato, o Pr Brian cita Lee: “Katapausis” e “katapauo” na LXX [Septuaginta] são usados em relação ao repouso (sem interrupção e, portanto irrepetível) de Deus em Gênese 2.2-3 e Salmos 95. 11, mas sabbatismo é usado em Êxodo 16.30 e 2 Crônicas 36.21 para indicar a manutenção (intermitente e, por conseguinte, repetível) de um Sabbath em intervalos regulares.


Conclusão: o Sabbatismos de Hebreus 4.9, que o povo (salvos) de Deus deve manter, é o Sabbath intermitente, repetível e regular (semanal).
Brian ainda acrescenta: 
Essa interpretação é apoiada por outro aspecto do livro de Hebreus. O livro foi escrito para judeus que, sem dúvidas necessitavam de tranquilidade, dado o fato de que eles tinham (do ponto de vista judeu não convertido) que eles tinham virado as costas para a sua nação, quando eles seguiram a Cristo. Eles também precisavam ser advertidos de que a única maneira de realmente permanecer como povo de Deus e entrar no descanso eterno de Deus é pela fé.
CONCLUSÃO DE BRIAN. 
Finalmente a terceira visão de Hb 4.9-10, e que segundo Brian é majoritária, sustenta que o versículo 9 refere-se explicitamente ao Sabbath futuro e eterno do crente no céu. Mas implicitamente, ao sábado semanal. Esse versículo indiretamente estabelece a obrigação do Sabbath ainda, com o tipo continuado (descanso semanal) até o antítipo (descanso eterno) substituí-lo: Sacrifícios legais (sacrifícios de animais) continuaram até o grande Sacrifício (sacrifício de Jesus) antítipo o substituir. Como então o antítipo descanso sabático celeste não virá até que Cristo venha, o nosso Josué evangélico, para nos introduzir nele. Até lá o Sabbath típico terreno deve continuar.


MINHA OPINIÃO PESSOAL. 

Brian pode até estar certo quando afirma que o primeiro dia apontava para um recomeço, regeneração, limpeza ou recriação feita por Cristo. Todavia, não aponta para um descanso semanal para a igreja dos dias de hoje, como Brian quer,  pois não há mandamento bíblico para tal mudança, nem da parte de Jesus e nem da parte dos seus apóstolos, nem os mesmos, ordenaram à igreja  fazer diferença e separação de dias e dias COMO DEUS ASSIM DETERMINOU AOS JUDEUS. O descanso bíblico para os Judeus é  o sétimo dia de um ciclo, onde eles   trabalham seis e  descansam um, o sétimo pela contagem bíblia de Gn 2.2 da VELHA ALIANÇA.
Jesus Cristo é o nosso descanso do Sábado da Nova Aliança. Você poderá se surpreender ao descobrir que o descanso sabático da Nova Aliança se encontra na Pessoa de Cristo ao invés de um dia específico da semana! Parra isso leia: O Sábado é a sombra, Jesus a realidade.  O SÁBADO NO NOVO TESTAMENTO.
 Se os pastores de hoje querem por força fazer com que a igreja guarde um dia "da mesma forma que os judeus" que esse dia seja o sábado, pelo contrário, que fique sem haver diferença de dias. E QUE POSSAMOS DESCANSAR COMPLETAMENTE NA PESSOA DE CRISTO, COMO ELE MESMO CONVIDOU EM MATEUS CAPÍTULO 11. (LEIA)
 É minha opinião eté que o Espírito Santo mostre-me o contrário, pois é ELE QUE ENSINA TODAS AS COISAS DE DEUS.. 
Fontes:
Bíblia Sagrada
Manual do Obreiro. OS DEZ MANDAMENTO DA LEI DE DEUS. CPAD, Ano 35, Nº 57.

domingo, 30 de novembro de 2014

MOISÉS RESSUSCITOU PARA SEU CORPO NÃO VER A CORRUPÇÃO?


Muitos teólogos em especial os da IASD defendem a teoria da ressurreição de Moisés antes de Jesus Cristo de Nazaré. Como base para suas afirmações, eles usam os escritos de Ellen G. White, paralelos à alguns textos bíblicos fora do seu contexto. A maioria, acredita nessa teoria de tal maneira que não se dobram diante de outros pontos de vista e estão certos de estarem defendendo uma  "verdade".  Será verdade a afirmação de que Moisés ressuscitou para seu corpo não ver a corrupção? Certamente que não, agora veremos porquê.

Primeira base teológica usada pelos defensores da teoria da ressurreição de Moisés. 
                                                                          Primeiros Escritos - Ellen G. White, Pg. 164. 

  • Moisés passou pela morte, mas Cristo desceu e lhe deu vida antes que seu corpo visse a corrupção. Satanás procurou rete o corpo, pretendendo-o como seu; mas Miguel ressuscitou Moisés e levou-o ao Céu. Satanás maldisse amargamente a Deus acusando-O de injusto por permitir que sua presa lhe fosse tirada; Cristo, porém, não repreendeu a Seu adversário, embora fosse por sua tentação que o servo de Deus houvesse caído. Mansamente remeteu-o a Seu Pai, dizendo: "O Senhor te repreenda." Jud. 1:9. 



Os que foi destacado acima é um trecho dos Primeiros Escritos de E.G.A. Nele, podemos observar claramente que ela está afirmando que Moisés morreu, mas que imediatamente após a sua morte o Arcanjo Miguel ressuscitou Jesus e levou-o ao Céu assim, o corpo de Moisés não teria visto a corrupção (apodrecido). A referência bíblia usada para defender a suposta ressurreição é o de Jd 1.9, assim está escrito: "Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda"

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Arcanjo Miguel é Jesus Cristo?



"...E eis que veio ajudar-me Miguel, um dos mais destacados príncipes . ...Miguel, vosso príncipe... E durante esse tempo pôr-se-á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor de teu povo." (Daniel 10-13-21, 12:1, Tradução do Novo Mundo)

A Sociedade Torre de Vigia ensina às testemunhas de Jeová que Jesus era meramente um anjo, que nasceu como um ser humano, morreu como um sacrifício pelo pecado, e ressurgiu como um anjo uma vez mais. Elas se referem a ele como:

Os que sem lei pecaram e os que sob a lei pecaram.


Romanos 2.12.
Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados.”

O Apostolo Paulo fala aqui de dois grupos de pessoas; os que pecaram sem estar sob o regime da Lei (Torah) de Deus dada por intermédio de Moisés e, aqueles que pecaram estando sob a estrutura e regime da mesma Lei (Torah). O primeiro grupo, não é formado por pessoas sem lei, pelo contrário, Paulo afirma que eles pecaram, hora! Se eles pecaram é porque estavam sujeitos ao regime de alguma lei, pois onde não há lei também não há transgressão (Rm 4.15).  
Paulo atribui aos gentis algum conhecimento da lei de Deus, por natureza, por isso são responsáveis por suas ações de acordo com tal conhecimento, embora não tenham tido a Lei do Moisés. A lei pela qual o primeiro grupo estava sujeito, sob a qual pecaram, e também perecerão, é a Lei escrita nos seus corações, nas suas consciências (Rm 2.15), ou seja, a Lei natural, de seus atos, bons ou maus (Rm 2.6), a lei da liberdade (Tg 2.12) de saber naturalmente o que é certo ou errado (Gn 3.3; Gn 4.7), assim como Caim, que sabia naturalmente que matar o seu irmão Abel era pecado (Gn 4.8), e do mesmo modo Lameque (Gn 4.23-25).
O segundo grupo é formado por pessoas que receberam o conhecimento escrito da Lei onde está expressa a vontade de Deus, mas eles pecaram do mesmo modo que o primeiro, isso mostra que não há diferença entre os dois grupos, pois ambos pecaram e se afastaram de Deus (Rm 3.23). Enquanto o primeiro grupo que pecou sem o conhecimento da Lei será julgado e condenado pela própria consciência, o segundo será julgado pelos preceitos escritos na Lei que receberam, depois desse julgamento, receberão a sua sentença.
Por isso o Apóstolo Paulo destaca nos versos anteriores: “Mas o seu coração é duro e teimoso. Por isso você está aumentando ainda mais o castigo que vai sofrer no dia em que forem revelados a ira e os julgamentos justos de Deus, Rm 9:22; [Tg 5:3]; pois ele recompensará cada um de acordo com o que fez. Sl 62:12; Jr 17:10; Jr 32:19; Mt 16:27; Rm 14:12; 1Co 3:8; 2Co 5:10; Gl 6:5; Ap 2:23; Ap 22:12; [Jó 34:11]; [Pv 24:12]; [Ap 20:12]; Deus dará a vida eterna às pessoas que perseveram em fazer o bem e buscam a glória, a honra e a vida imortal.  Mas fará cair a sua ira e o seu castigo sobre os egoístas e sobre os que rejeitam o que é justo a fim de seguir o que é mau. 2Ts 1:8;  Haverá sofrimentos e aflições para todos os que fazem o mal, primeiro para os judeus e também para os não-judeus. Mas Deus dará glória, honra e paz a todos os que fazem o bem, primeiro aos judeus e também aos não-judeus. Pois ele trata a todos com igualdade (Rm 2.5-11).”

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Sábado é a sombra, Jesus a realidade.

FOTO: http://adventismonamiradaverdade.blogspot.com.br/


Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. (Cl 2.16-17)
Meus queridos, resolvi escrever sobre esse tema, pois, creio que ainda existem na mente da maioria dos irmãos e, principalmente da dos novos convertidos dúvidas sobre qual é o real significado do sábado. Algumas denominações, afirmam que o sábado além de ser um sinal entre toda a humanidade e Deus, é o ponto principal de lealdade cristã para com o Criador, sendo assim, a pedra angular da salvação. Logo, deve ser observado por todos como um dia de descanso e culto cristão.
Será mesmo isso que o sábado dado aos Israelitas após a saída deles do Egito, representava para os cristãos, para a igreja de Cristo? Ou o sábado, era apenas uma sombra de uma realidade mais profunda e maravilhosa que havia de vir? Você quer se aprofundar no real significado do descanso para a igreja? Então, acompanhe a postagem até o final, sempre analisando tudo e retendo o bem.
1. O descanso de Deus.
Quando lemos o relato bíblico da criação, vemos que Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo, havendo terminado a sua obra criadora, entrou no seu descanso, “o descanso de Deus”.
Percebemos, por uma leitura atenta das Escrituras Sagradas, que o dia do descanso de Deus, foi um dia diferenciado dos outros. Em, todos os outros dias, desde o dia primeiro ao dia sexto, lê-se que “houve tarde e manhã”, mas, ao chegar no sétimo dia, ou no dia do descanso de Deus a expressão não aparece mais. Será que o escritor registrou-a por seis vezes, apenas como mera repetição e, a omitiu ao chegar no sétimo por acaso? Creio, que não.  Os seis primeiros dias, foram dias completos de 24 horas.  Mas, o sétimo dia de Gn 2.2, o descanso de Deus, foi o descanso que começou no sétimo dia da criação e não terminou mais (embora, Deus trabalhe ainda em favor da humanidade Jo 5.17).
2. Entrando no descanso de Deus HOJE.
O escritor aos hebreus, usa dois capítulos inteiros, a saber os capítulos 3 e 4 para falar sobre a necessidade de os cristãos salvos, entrarem no mesmo descanso de Deus. E, para isso usa como exemplo aqueles (Judeus), que não conseguiram entrar no descanso, embora, fossem ferrenhos observadores do sábado semanal de 24 horas.
Hebreus 3:12-19
12 Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo. 13 Pelo contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama "hoje", de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado,14 pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio. 15 Por isso é que se diz: "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião".
16 Quem foram os que ouviram e se rebelaram? Não foram todos os que Moisés tirou do Egito? 17 Contra quem Deus esteve irado durante quarenta anos? Não foi contra aqueles que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? 18 E a quem jurou que nunca haveriam de entrar no seu descanso? Não foi àqueles que foram desobedientes? 19 Vemos, assim, que foi por causa da incredulidade que não puderam entrar.

Hora, se os que Moisés tirou do Egito, apesar de guardarem o sábado semanal, não puderam entrar no descanso de Deus, LOGO, O DESCANSO DESCRITO PELO ESCRITOR, NÃO É UM DIA COMUM DA SEMANA. Mas, que descanso, ou sábado é esse? É, um sábado que se entra pela fé, envolve a mensagem do Evangelho. Em que dia da semana? No dia que se chama HOJE: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, (V, 15)” ou seja, todos os dias, Deus nos convida a entrar non seu descanso. 
O que sabemos até agora sobre o descanso de Deus na criação?
1. Apesar de guardarem o sábado semanal, os filhos de Israel não entraram neste descanso.
2. Este descanso envolve a fé e a mensagem do evangelho.

3. Este descanso começou no sétimo dia da criação e não terminou (Gn 2:2 não registra "tarde e manhã", como nos últimos 6 dias de Gênesis 1).

4. Este descanso é "Hoje" (todos os dias), não apenas uma vez por semana.
3. Que é o descanso de Deus e como entrar nele?
O descanso de Deus, que a Palavra nos convida a entrar, como vimos, não é um dia comum da semana. O descanso, de que se trata, é em suma, o descanso dos crentes em Jesus Cristo (Mt 11.28-29), e, também o celestial.
Em Jesus, porque, está escrito que NÓS O QUE TEMOS CRIDO ENTRAMOS NO REPOUSO (Hb 4.3a) e, que Josué não deu o verdadeiro repouso para o povo de Deus (Hb 4:8). Pois, Deus, pela boca dos profetas falou de outro dia em que o seu povo iria entrar nesse descanso. O HOJE, que é PELA FÉ.
Hebreus 4:8-13
Porque, se Josué lhes tivesse dado descanso [10], Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia. 9 Assim, ainda resta um descanso sabático [11] para o povo de Deus; 10 pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. [12] 11 Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência. [13]
E, o messias, Jesus Cristo, já havia convidado toda humanidade para descasar Nele próprio:
Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mateus 11:28-30) 
Portanto, partindo de Cl 2.16-17, onde é dito que o sábado é uma sombra das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo, aprendemos que a essência da observância do sábado apontava para o descanso em Jesus Cristo. Mas, descansar de que? Das tentativas de tentar alcançar a salvação pelas nossas obras.
Nossa natureza humana pecaminosa nos faz querer "trabalhar" durante nossa caminhada rumo ao céu para "ganhar" ou "merecer" a salvação! Basta sermos bons o suficiente para ganharmos graça diante de Deus, certo? Não, não é assim! Deus deu 613 mandamentos através de Moisés para provar que toda a humanidade é pecadora, culpada e incapaz de atingir os padrões exigidos por Deus (Rm 3:19). Se apenas uma pessoa pudesse guardar todas elas, então essa pessoa seria digna, mas nenhum de nós é de algum modo justo. Nossas tentativas de obediência apenas mostram o quão desobediente realmente somos. [Hélio S.Júnior]
E, também o descanso celestial, pois esse descanso que Deus vem desfrutando desde a criação do Universo é também promessa para os crentes fies entrarem, no repouso eterno, no céu (Jo 14. 1-3), após a morte ou quando do arrebatamento.
Entrar nesse repouso final significa o cessar do labor, dos sofrimentos e da perseguição, tão comuns em nossa vida nesta terra (Ap 14.13), significa participar do repouso do próprio Deus e experimentar eterna alegria, deleite, amor e comunhão com Deus e com os santos redimidos. Será um descanso sem fim.
E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.  E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.  E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. E a ela trarão a glória e honra das nações.   E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. (Ap 21.22-27)
Só vai entrar nesse repouso celestial de Deus os que aqui na terra já repousam completamente em seu filho Jesus Cristo. Você já encontrou descanso em Cristo? 



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